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8 de julho de 2012

FAZENDO SEUS CABOS DE REDE - PARTE 2


Não importa se você está instalando uma rede local doméstica ou empresarial, em ambas você irá precisar de montar o cabo de rede!
Na primeira dica, Parte 1 - Ferramentas, vimos as ferramentas normalmente utilizadas para montar o cabo de rede. Aqui, agora, estaremos vendo como fazer a "conectorização" que é como chamamos a colocação do conector RJ45 no cabo UTP.
Primeiro é importante você decidir que tipo de cabo você deseja!
Existem 2 tipos de cabo rede mais comumente utilizados: Direto (ou normal) e Invertido (ou cross ou cross-over).
Invertido ou Cross-over: Este tipo de cabo é utilizado em 2 situações básicas:
  • Conectar 2 PCs através da placa de rede, sem a utilização de um HUB
  • Conexão entre equipamentos de rede específicos tipo entre um hub e um roteador, em alguns casos, conexão entre dois hubs, etc.
Direto (ou normal): Este tipo de cabo, é como o nome informa o mais utilizado, e é utilizado por exemplo na conexão da placa de rede de um micro a um hub ou a um switch.
Você poderá ver os diagramas de conexão cada um dos tipos de cabo acima na dica DIAGRAMA DE CABOS DE REDE
Cortando o cabo:
Corte um pedaço do cabo de rede do tamanho que você irá necessitar!
Lembre-se! Nunca conte em fazer emendas, portanto, ao medir o tamanho necessário, tenha muito cuidado, considere curvas, subidas, descidas, saliências, reentrâncias, etc. E não se esqueça: se sobrar você pode cortar, mas se faltar a solução fica bem mais cara...
Após a medição, faça um corte reto e limpo. Como a imagem abaixo:
 
Retire a proteção/isolamento (capa azul na figura) da extremidade, em mais ou menos uns 3 centímetros. Alguns alicates de crimpagem possuem uma seção de corte específica para isto (você coloca o cabo na seção de corte que não realiza o corte até o fim, somente retirando o isolamento - veja figura em anexo), caso contrário, pode ser usado um estilete ou canivete.
ATENÇÃO: é muito importante que seja cortado APENAS o isolamento (na figura acima seria a capa azul) e não os fios que estão internamente. Se alguns dos fios internos for danificado, poderá comprometer toda a sua conexão. Normalmente nesta fase são cometidos erros de danificar os fios internos e não se perceber, ocasionando erros posteriores que serão muito difíceis de serem identificados.
A pressão a realizar no corte, o tamanho da seção de isolamento a ser removido, etc., serão mais fáceis de serem controlados com o tempo e a experiência.
Preparando/separando o cabo:
Após o corte do isolamento, é necessário você separar os cabo/fios internos conforme a cor de cada um.
Você verá que são 4 pares de cabo coloridos, sendo cada par composto por uma cor (azul, verde, laranja ou marrom), e seu "par" branco (branco com listas azuis, branco com listas verdes, branco com listas laranja, branco com listas marrom).
Se o cabo é padrão UTP categoria 5, serão SEMPRE estas cores!
Atenção, algumas lojas vendem cabos com 8 fios, porém de outras cores e principalmente com os fios brancos SEM as listas: são cabos telefônicos. Vão funcionar, porém irão dar muito mais trabalho na identificação do "par" correto, e pode vir a ser um problema se algum dia você quiser fazer alguma alteração no cabo... Conclusão: Não vale a economia que oferecem!

Bom, agora que os cabos internos estão separados, você deverá alinhá-los conforme a ordem desejada (se é um cabo direto ou um cabo cross-over), da esquerda para a direita.
A ordem é importante pois seguem um padrão definido na indústria, e mesmo funcionando utilizando um padrão diferente, poderá resultar em mais trabalho na hora de fazer algum tipo de manutenção posterior no cabo, ou reconectorização, ou identificação, etc. A prática me ensinou que é muito mais prático e rápido seguir um padrão!
O padrão que seguimos é o da Associação de Industrias de Telecomunicação (Telecommunications Industry Association - TIA)http://www.tiaonline.org/. O padrão é chamado EIA/TIA-568.
Seguindo o padrão acima, alinhe os cabos internos no seu dedo indicador, de maneira uniforme. Após o alinhamento, corte as pontas, de forma a que fiquem exatamente do mesmo tamanho, e com cerca de 1 a 1,5 centímetros da capa de isolamento.
Colocando o conector RJ-45
A maneira mais prática de inserir o cabo em um conector RJ-45 é assim:
  • Segure o conector RJ-45 firmemente, em uma das mãos e o cabo separado na outra, como a figura acima.
  • A medida que for inserindo os cabos para dentro do conector, force os cabos de forma CONJUNTA, para que não haja problemas de contato. Empurre os cabos olhando bem se todos estão seguindo o caminho correto dentro do conector, mantendo-se paralelos. Você pode sentir uma *pequena* resistência, mas o conector e o cabo são dimensionados para entrar *justos*, sem folgas, e sem muita dificuldade.
  • Empurre os cabos por toda a extensão do conector RJ-45. Eles devem encostar a parede contrária ao orifício de entrada. Você pode conferir olhando de lado (como na imagem abaixo) e na parede onde eles terminam (uma série de pontos). Se algum dos cabos não estiver entrado correto, VOCÊ DEVERÁ RETIRAR O CONECTOR E COMEÇAR TUDO NOVAMENTE!
  • No final, force um pouco o revestimento do cabo trançado, de forma que este revestimento passe completamente o ressalto no conector (que será pressionado pelo alicate de crimpagem mais tarde). Veja na imagem lateral abaixo.
Inserir todos os cabos corretamente, sem folgas, de forma justa, é puramente JEITO e PRÁTICA! Depois de vários cabos, você se sentirá mais a vontade nesta tarefa e parecerá simples, porém as primeiras conexões podem ser irritantes, demoradas, sem jeito, mas não difícil! Não *economize tempo* nesta tarefa! Uma conexão mal feita pode arruinar toda sua rede e ser um problema de difícil identificação.
Certo!

Errado!

Crimpando o cabo com o alicate:
Antes de partir para o uso do alicate, verifique novamente se os cabos estão bem montados nos conectores: os fios até o fim e a capa de cobertura passando o ressalto do conector.
Estando tudo ok, insira o conector montado, com cuidado para não desmontar, na abertura própria do seu alicate de crimpagem (veja imagem abaixo)
Com a outra mão no alicate, comece a apertar, finalizando com as 2 mãos em um bom aperto, porém sem quebrar o conector (sempre tem algum *Hulk* por aí...)
Após a crimpagem, verifique lateralmente no conector se todos os contatos foram para dentro do conector, estando uniformes e encostando nos fios. Se houver algum problema, que não seja falta de pressão no alicate, não há como recuperar o conector, o cabo deverá ser retirado, ou cortado, e o conector estará perdido.

Bom, agora é só continuar com o restante das conectorizações. Um lembrete: verifique sempre com cuidado se as conexões estão bem feitas, se os fios estão bem encaixados e os contatos bem feitos. Se tiver um testador de cabos, aproveite para logo em seguida testar se está tudo ok! Verifique com atenção se os cabos serão diretos ou cross-over na montagem dos fios no conector.

Como criar "cabo crossover" e "cabo direto"


Introdução
Se você tem dois ou três computadores em casa ou em seu escritório, certamente tem interesse em conectá-los em rede para compartilhar impressoras, arquivos e a conexão à internet. Para isso, a ação mais comum é a criação de um cabo crossover ou de um cabo direto. Este tutorial ensinará como criá-los.
Itens necessários
Neste tutorial, o InfoWester fará uso dos seguintes itens para a montagem (ou crimpagem) de cabos crossover e direto:
- Alicate de crimpagem;
- Conectores RJ-45;
- Cabo UTP padrão CAT 5 (tamanho variável de acordo com a necessidade).
O alicate de crimpagem é usado para prender as pontas do cabo UTP aos conectores RJ-45. Estes, por sua vez, são conectados à placa de rede do computador ou ao hub/switch.
Alicate de crimpagem
Cabo crossover ou cabo direto?
Conectores RJ-45Quando queremos montar um cabo para interligar dois computadores, não precisamos utilizar dispositivos como hubs, já que pode-se ligar uma máquina à outra diretamente. Neste caso, o cabo do tipo "crossover" (cruzado ou invertido) deve ser utilizado.
Por outro lado, quando três ou mais computadores devem ser interligados, um equipamento como o hub se mostra ideal. Neste caso, é necessário criar um cabo para cada computador e conectá-los ao hub. No entanto, o cabo tipo crossover não serve a esse propósito, devendo ser utilizado o cabo do tipo "direto", também conhecido como "patch cable".
Em resumo, para ligar computador a computador, usa-se cabo crossover. Para ligar computador a hub, usa-se cabo direto. A diferença entre eles é que o cabo crossover tem a disposição de seus fios de maneira diferente em uma ponta em relação à outra, enquanto que o cabo direto tem a disposição dos fios iguais em cada extremidade.
OBS.: o cabo crossover também deve ser usado quando é necessário conectar um hub a outro.
Um pouco mais sobre o cabo
O cabo UTP é um dos mais usados para a criação de redes de computadores baseadas em fios. Seu desenvolvimento foi fruto dos trabalhos da Electrical Industrial American (EIA) e da Telecomunications Industrial American (TIA), que pesquisaram o desenvolvimento de um meio de comunicação eficientepara redes. Após essa definição, a Bell Laboratories trabalhou no desenvolvimento do cabo UTP (Unshilded Twisted Par).
Nas redes padrão Ethernet praticamente são só usados cabos UTP CAT 5. Isso quer dizer que esse tipo de cabo é composto por quatro pares de fios e opera à freqüência de 100 MHz.
A foto abaixo mostra os pares de fio. Repare que eles são combinações das cores laranja, azul, verde e marrom com correspondentes na cor branca. Assim, um fio na cor azul tem como par um fio nas cores azul e branco. Um fio na cor verde tem como par um fio nas cores verde e branco, e assim por diante:
Fios de cabo de rede
É mais comum encontrar cabos UTP com revestimento na cor azul, no entanto, não é difícil encontrar cabos em outras cores.
Montando o cabo direto
O primeiro passo para montar o cabo consiste em tirar parte do revestimento (em cerca de 1 cm) das extremidades do cabo, deixando expostos os fios. Para isso, deve-se usar um alicate de corte (alguns alicates de crimpagem contam com esse recurso, como o modelo usado neste tutorial), mas tome cuidado para não cortar os fios. Em seguida, deve-se colocá-los na seguinte ordem:
Esquema EIA/TIA 568A
Essa seqüência é conhecida como norma EIA/TIA 568A.
Conector incorretoApós a realização desse passo, é necessário encaixar o conector RJ-45, tomando-se o cuidado de fazer com que cada fio entre no orifício correspondente. Para isso, segure o conector firmemente em uma mão e a ponta do cabo na outra. Insira os fios vagarosamente, certificando-se de que nenhum ficou pelo caminho. Se ao atingir o final do conector você notar que algum fio tem alguma diferença de tamanho ou está mais atrás em relação aos outros, refaça o procedimento. Os fios devem ter o mesmo tamanho e todos devem chegar ao final dos orifícios do conector.
É muito importante que o revestimento do cabo também entre no conector. Do contrário, será mais fácilocorrer o rompimento dos fios. A figura ao aldo mostra essa situação.
Após ter certeza de que o cabo está devidamente inserido no conector, é hora de crimpar. Para isso, coloque o conector dentro do espaço correspondente do alicate de crimpagem (consulte a folha de instruções que acompanha o produto para não errar). Segure o cabo com uma mão e com a outra pressione o alicate. Após o cabo estar relativamente preso, reforce o procedimento apertando o alicate com as duas mãos. Aperte bem, mas tome cuidado para não exagerar e danificar o conector.
Crimpando cabo
Se você notar algum problema após crimpar o cabo, não será possível tirar o conector. A saída é cortar o cabo nesse ponto e repetir todos os passos.
O cabo direto tem as duas pontas iguais, logo basta repetir os procedimentos acima para a outra ponta. Se tudo se sair bem seu cabo direto está pronto para ser usado!
Montando o cabo crossover
O cabo crossover deve ter uma ponta no padrão EIA/TIA 568A. Logo, faça os procedimentos do tópico anterior em um dos lados do cabo.
Feito isso, na outra extremidade, é necessário que os fios sejam posicionados no conector RJ-45 na seguinte ordem:
Esquema EIA/TIA 568B
Essa seqüência é conhecida como norma EIA/TIA 568B.
Concluídos esses passos, o cabo crossover estará pronto para o uso.
Finalizando

By. Inforwester.com

Como montar um cabo RJ45 ?





Para isso, você precisa ter :
  • Um comprimento de cabo suficiente o bastante
  • Dois conectores RJ45
  • um alicate de crimpagem


Depois de desencapar 2 cm do cabo em cada extremidade, separe os filamentos. 
Em geral, temos 4 pares trançados, com cores diferentes :
  • laranja / laranja -branco
  • verde / verde - branco
  • azul / azul - branco
  • marron / marron- branco

Para fazer um cabo direto

É preciso que as peças de ligação sejam embutidas da mesma maneira em cada extremidade, respeitando a distribuição dos pares trançados no conector . 

Em geral, o código empregado é : 

1) laranja -branco 
2) laranja 
3) verde- branco 
4) azul 
5) azul- branco 
6) verde 
7) marron- branco 
8) marron 

Para um cabo crossover

É preciso inverter as partes 1/2 e 3/6, assim temos, de um lado, a mesma cablagem que acima e, do outro, os seguintes : 

1) verde-branco 
2) verde 
3) laranja- branco 
4) azul 
5) azul -branco 
6) laranja 
7) marron- branco 
8) marron 

A norma EIA/TIA 568 a&b

Para cabo direto

1) branco - verde  1) branco - verde  
2) verde  2) verde  
3) branco - laranja  3) branco - laranja  
4) azul   4) azul  
5) branco - azul  5) branco - azul  
6) laranja  6) laranja  
7) branco - marron  7) branco - marron  
8) marron  8) marron 

Para cabo crossover 10/100baseT

1) branco - verde                1) branco -laranja  
2) verde                       2) laranja  
3) branco - laranja  3) branco - verde  
4) azul                      4) azul  
5) branco-azul               5) branco-azul  
6) laranja                    6) verde  
7) branco - marron                7) branco - marron  
8) marron                      8) marron 

Para cabo crossover completo ou crossover Gigabit

No Gbic 1000baseT, por exemplo: 

1) branco-verde                1) branco -laranja  
2) verde                      2) laranja  
3) branco - laranja              3) branco - verde  
4) azul                      4) branco - marron  
5) branco -azul                5) marron  
6) laranja                    6) verde  
7) branco - marron                7) azul  
8) marron                      8) branco - azul 

Observação

Diversas interfaces Gigabit (a multi-banda 10/100/1000, em particular) são auto MDI/MDIX e se adaptam automaticamente ao tipo de cabo conectado. 

Monte sua rede Gigabit Ethernet

Saiba como montar uma rede Gigabit ponto a ponto para interligar dois micros 

Se você tem dois micros em seu escritório e precisa de grande agilidade na troca de arquivos, uma solução é montar com eles uma rede Gigabit Ethernet ponto a ponto. Com ela, você pode transferir dados à taxa nominal de 1 000 Mbps, dez vezes a taxa-padrão das redes convencionais. Assim, o tráfego de rede deixa de ser um gargalo e o limite para as transferências fica sendo a velocidade dos HDs. Neste tutorial, vamos montar uma rede desse tipo.

1. O QUE É PRECISO
O ideal é usar dois micros Pentium 4 com placas-mães que já trazem embutido um adaptador Gigabit. Há duas vantagens. Primeiro, usar sem custo as placas já existentes; depois, aproveitar características dessas placas, que são otimizadas para transferir dados no padrão Gigabit. Se você não tem micros Pentium 4 desse tipo, é possível agregar placas de 1 000 Mbps ao sistema. Mas, nesse caso, a placa de rede opera via barramento PCI, que pode não estar preparado para conexões Gigabit. Isso causará perda de desempenho.

2. CABO DE REDE
O cabo de rede Ethernet tem quatro pares de fios. O padrão Fast Ethernet (100 Mbps) usa dois desses pares e mantém os outros sem utilização. No Gigabit, o cabo é idêntico, mas os dois pares sem uso são postos em atividade. Assim, é possível usar o mesmo cabo RJ-45 da rede 10/100 para ligar os micros a 1 000 Mbps. No padrão Gigabit, não é necessário usar um cabo cross. Use um de conexão direta.


3. MONTAGEM
Se você tem dois micros com placa Gigabit embutida, basta conectá-los com um cabo de rede. Em nossa montagem, usamos um micro Celeron 2,4 GHz, com 512 MB de RAM, baseado numa placa-mãe P4P800, da Asus, que inclui uma placa de rede Gigabit. O segundo micro é um Athlon 2400, também com 512 MB de memória, ao qual foi agregada uma placa Gigabit TrendNet TEG-PCITX. Nos dois PCs, o sistema é o Windows XP. Instale a placa de rede num slot PCI livre. Ligue as máquinas, ainda sem conectá-las. O Windows vai reconhecer o novo hardware e instalar o driver.

Ligue os PCs com o cabo Ethernet e configure a rede. Num dos micros, acione Iniciar/Todos os Programas/ Acessórios/Comunicações/Assistente para Configuração de Rede. Execute o assistente no outro PC. Defina, em cada micro, pastas franqueadas ao outro: clique com o botão direito na pasta escolhida e, no menu, escolha Compartilhamento e Segurança. Na orelha Compartilhamento, marque a caixa Compartilhar Esta Pasta na Rede. A conexão será feita a 1 GBps.

4. VELOCIDADE
Em nossa montagem, a transferência de 15 arquivos, somando 35 MB, foi feita a 11,7 MB/s. Ao copiar um conjunto de 118 pastas e 6 500 arquivos, num total de 504 MB, a velocidade foi de 3,6 MB/s. Para estabelecer o contraste, o micro Celeron foi ligado a outro PC a 100 Mbps. Nessa rede, os mesmos 504 MB foram transferidos a 2 MB/s. Os números variam com a eficiência da conexão e dos HDs.

7 de julho de 2012

Como fazer ligações a cobra para outros estados.

Como fazer ligações a cobra para outros estados.
Exemplo: 

90- codigo a cobrar

31- codigo operadora (telemar é 31, mas vc pode escolher outra, basta trocar o 31 por outro número.)

85- você coloca no lugar do 85, o ddd da cidade.

12345678 - Número do celular


ficará assim: 


90318512345678 (90 31 85 12345678)

6 de julho de 2012

Reconhecendo Códigos de erros (BIOS)

Reconhecendo Códigos de erros (BIOS)



Durante o boot, o BIOS realiza uma série de testes, visando detectar com exatidão os componentes de hardware instalados no micro. Este teste é chamado de POST (pronuncia-se poust), acrônimo de “Power-On Self Test”. Os dados do POST são mostrados durante a inicialização, na forma da tabela que aparece antes do carregamento do sistema operacional, indicando a quantidade de memória instalada, assim como os discos rígidos, drives de disquetes, portas seriais e paralelas e drives de CD-ROM padrão IDE instalados no micro.


Além de detectar o hardware instalado, a função do POST é verificar se tudo está funcionando corretamente. Caso seja detectado algum problema em um componente vital para o funcionamento do sistema, como as memórias, processador ou placa de vídeo, o BIOS emitirá uma certa seqüência de bips sonoros, alertando sobre o problema. Problemas menores, como conflitos de endereços, problemas com o teclado, ou falhas do disco rígido serão mostrados na forma de mensagens na tela.



O código de bips varia de acordo com a marca do BIOS (Award ou AMI por exemplo) podendo também haver pequenas mudanças de uma placa mãe para outra. Geralmente, o manual da placa mãe traz uma tabela com as seqüências de bips usadas. As instruções a seguir lhe servirão como referência caso não tenha em mãos o manual da placa mãe:


1 Bip Curto: Post Executado com sucesso: Este é um Bip feliz emitido pelo BIOS quando o POST é executado com sucesso. Caso o seu sistema esteja inicializando normalmente e você não esteja ouvindo este Bip , verifique se o speaker está ligado à placa mãe corretamente.

1 Bip longo: Falha no Refresh (refresh Failure) : O circuito de refresh da placa mãe está com problemas, isto pode ser causado por danos na placa mãe ou falhas nos módulos de memória RAM



1 Bip longo e 2 bips curtos; 1 Bip longo e 3 bips curtos: Falha no Vídeo: Problemas com o BIOS da placa de vídeo. Tente retirar a placa, passar borracha de vinil em seus contatos e recolocá-la, talvez em outro slot. Na maioria das vezes este problema é causado por mau contato.


2 Bips curtos: Falha Geral: Não foi possível iniciar o computador. Este problema é causado por uma falha grave em algum componente, que o BIOS não foi capaz de identificar. Em geral o problema é na placa mãe ou nos módulos de memória.


2 Bips longos: Erro de paridade: Durante o POST, foi detectado um erro de paridade na memória RAM. Este problema pode ser tanto nos módulos de memória quanto nos próprios circuitos de paridade. Para determinar a causa do problema, basta fazer um teste com outros pentes de memória. Caso esteja utilizando pentes de memória sem o Bit de paridade você deve desativar a opção “Parity Check” encontrada no Setup.


3 Bips longos: Falha nos primeiros 64 KB da memória RAM (Base 64k memory failure) > Foi detectado um problema grave nos primeiros 64 KB da memória RAM. Isto pode ser causado por um defeito nas memórias ou na própria placa mãe. Outra possibilidade é o problema estar sendo causado por um simples mal contato. Experimente antes de mais nada retirar os pentes de memória, limpar seus contatos usando uma borracha de vinil (aquelas borrachas plásticas de escola) e recoloca-los com cuidado.


4 Bips Longos: Timer não operacional: O Timer 1 não está operacional ou não está conseguindo encontrar a memória RAM. O problema pode estar na placa mãe (mais provável) ou nos módulos de memória.

5 Bips: Erro no processador: O processador está danificado, ou mal encaixado. Verifique se o processador está bem encaixado, e se por descuido você não esqueceu de baixar a alavanca do soquete Zif (acontece nas melhores famílias)


6 Bips: Falha no Gate 20 (8042 - Gate A20 failure): O gate 20 é um sinal gerado pelo chip 8042, responsável por colocar o processador em modo protegido. Neste caso, o problema poderia ser algum dano no processador ou mesmo problemas relacionados com o chip 8042 localizado na placa mãe.



7 Bips: Processor exception (interrupt error): O processador gerou uma interrupção de exceção. Significa que o processador está apresentando um comportamento errático. Isso acontece às vezes no caso de um overclock mal sucedido. Se o problema for persistente, experimente baixar a freqüência de operação do processador. Caso não dê certo, considere uma troca.


8 Bips: Erro na memória da placa de vídeo (display memory error) : Problemas com a placa de vídeo, que podem estar sendo causados também por mal contato. Experimente, como no caso das memórias, retirar a placa de vídeo, passar borracha em seus contatos e recolocar cuidadosamente no slot. Caso não resolva, provavelmente a placa de vídeo está danificada.


9 Bips: Erro na memória ROM (rom checksum error): Problemas com a memória Flash, onde está gravado o BIOS. Isto pode ser causado por um dano físico no chip do BIOS, por um upgrade de BIOS mal sucedido ou mesmo pela ação de um vírus da linhagem do Chernobil.


10 Bips: Falha no CMOS shutdown register (CMOS shutdown register error): O chamado de shutdown register enviado pelo CMOS apresentou erro. Este problema é causado por algum defeito no CMOS. Nesse caso será um problema físico do chip, não restando outra opção senão trocar a placa mãe.



11 Bips: Problemas com a memória cache (cache memory bad): Foi detectado um erro na memória cache. Geralmente quando isso acontece, o BIOS consegue inicializar o sistema normalmente, desabilitando a memória cache. Mas, claro, isso não é desejável, pois deteriora muito o desempenho do sistema. Uma coisa a ser tentada é entrar no Setup e aumentar os tempos de espera da memória cache. Muitas vezes com esse “refresco” conseguimos que ela volte a funcionar normalmente.

4 de julho de 2012

O Mep Installer é um gerador de programas de instalação para Windows


O Mep Installer é um gerador de programas de instalação para Windows, gratuito e em português. Ele cria programas de instalação de maneira rápida e profissional, com uma aparência moderna e atualizada, e conta com recursos como criação de chaves no registro, desinstalação completa, criação de atalhos em qualquer lugar, etc. Possui proteção por senha (ou, opcionalmente, número serial), e é bastante personalizável.
Baseado no Inno Setup, une os recursos das versões anteriores, Mep Installer Personal Edition aos do Mais Mais, num único programa. Com isso os usuários da versão gratuita recebem os novos recursos, como a tela de entrada, instalação rápida, além de diversas melhorias na interface de instalação e geração dos arquivos. Destaque por ser gratuito e em português! Diferentemente do Mep Installer ++, o Mep Installer ST possui mais recursos gratuitos, e pode ser utilizado livremente.
escolha a sua versão (recomendamos a 2):

ST 1.4 (BR)
Versão final e estável, inclui alguns módulos visuais adicionais. Interface e ajuda em português.

2.0 (Internacional)
Diversas modificações no projeto, mais atualizado. Instalações em múltiplos idiomas, maior compressão com o LZMA, melhor criptografia de dados, muitas melhorias.
Interface e ajuda em inglês.
Veja algumas telas do seu programa de instalação:

tela de entrada (modelo padrão) - informa o usuário da instalação e recomenda as medidas necessárias a serem tomadas

tela do modo de instalação (modelo padrão) - permite que o usuário escolha uma instalação rápida ou personalizada; na instalação rápida ele não precisa escolher as opções, deixando a instalação do seu programa muito mais fácil

tela que solicita uma senha (estilo Mep Installer KK) - protege seu programa com uma senha, ou com um número serial fixo

tela da licença de uso (estilo Mep Installer KK) - pode ser um texto puro ou richtext; os endereços de páginas (URLs) ficam na forma de links clicáveis
Veja a seguir uma lista dos principais recursos disponíveis no Mep Installer ST. Todos eles são gratuitos.
- Tanto o gerador como os programas de instalação gerados rodam em praticamente todas as versões 32-bit de Windows, sem requerer nenhum Service Pack ou DLL externa. Windows 95, 98, 98 Segunda Edição, Millennium Edition, NT 4.0, 2000, XP e Windows Server 2003.

- Geração do programa de instalação num único arquivo executável.

- Pode dividir o programa de instalação em volumes, como em disquetes, por exemplo.

- Programa de instalação com interface moderna e fácil de usar por qualquer pessoa, seguindo o estilo dos assistentes das novas versões de Windows. Apresenta também algumas interfaces alternativas.

- Atualização fácil: as informações de instalação são gravadas e retomadas em atualizações do seu programa.

- Instalações personalizáveis, por exemplo, mínima, completa e personalizada.

- Completas capacidades de desinstalação, que pode remover todos os arquivos, pastas e chaves do registro utilizadas.

- Trabalha com compressão zip ou bzip2.

- O instalador pode substituir arquivos em uso após reinicialização do computador.

- Registra DLL/OCX.

- Cria atalhos em todos os lugares mais comuns, e em mais alguns outros.

- Instalação rápida com as opções padrões ou prévias, porém sem deixar de lado as instalações personalizadas: mais facilidade para usuários iniciantes e pessoas que acham as instalações de programas um bicho de 7 cabeças.

- Grava, lê e edita informações no registro e em arquivos INI.

- Possibilidade de instalação silenciosa, totalmente oculta.

- Executa programas, arquivos ou qualquer comando ao término da instalação ou antes da desinstalação, podendo inclusive aguardar a finalização dos programas chamados.

- Atualização inteligente da sua aplicação: não deixa atualizar se o programa não estiver instalado.

- Possibilidade de instalação em tela cheia, com fundo sólido ou gradiente, como os programas mais antigos.

- Permite uma imagem de entrada (splash screen) na instalação, que você define o tempo de exibição.

- Personalização das imagens da tela do assistente de instalação, a da entrada e da tela final, e ainda o logo superior.

- Todas as imagens utilizadas são embutidas no mesmo executável, de modo que você não precisa se preocupar em deixá-las na mesma pasta onde for distribuir seu programa.

- Arquivos de mensagens de instalação fáceis de traduzir, no tradicional formato INI. Possibilidade ainda de definir mensagens personalizadas e exclusivas dentro do arquivo de projeto.

- Link fácil de colocar no programa de instalação, que pode ser para um arquivo, url ou endereço de e-mail.

- Checagem de mutex: configure seu programa, de modo que o instalador ou o desinstalador não sejam iniciados se seu programa estiver aberto ou em uso.

- Possibilidade de instalar diferentes arquivos dependendo da versão de Windows utilizada pelo usuário.

- Bloqueio da instalação em determinadas versões de Windows, mesmo superiores ao lançamento do Mep Installer, inclusive com distinção de Service Packs.

- Recuperação dos dados básicos utilizados na instalação: pasta da aplicação, pasta dos atalhos, caminho do instalador... Estes dados podem ser salvos em arquivos INI, no registro ou passados na linha de comando para sua aplicação.

- Instalação de arquivos externos: ideal para instalações de grandes aplicações a partir de um CD, onde os arquivos podem ser buscados no CD (ou em qualquer pasta) sem estarem inclusos no executável. Desta forma não há a extração, mas sim uma cópia - que é bem mais rápida.

- Pode utilizar a pasta de instalação como sendo o valor de uma chave do registro, arquivo INI ou variável de ambiente. Recupera ainda valores passados na linha de comando.

- Fácil alteração do ícone do programa de instalação, sem muitas exigências. Possibilidade ainda de trocar os ícones padrões de instalação e desinstalação, para agilizar seu trabalho.

- Instalações baseadas num script, um arquivo de texto com instruções, fácil de ser interpretado e editável em qualquer editor de textos. Na interface de compilação há suporte à coloração de sintaxe, dicas de preenchimentos de comandos e palavras-chave (pressionando CTRL + a barra de espaços) e comandos de edição.
- Proteção por senha, ou número serial fixo, fácil de ser implementada, bastando definir a senha desejada.
- Proteção por número serial: personalizada, você que cuida do algoritmo, criando uma DLL que checará os dados digitados no Mep Installer e retornará um valor, para liberar ou não a instalação.
- Recuperação das informações do usuário: pode capturar e salvar o nome de usuário, organização e número serial digitados, no registro ou em arquivos INI - ou ainda passá-los como parâmetros na linha de comando da sua aplicação.
E muito mais!
escolha a sua versão (recomendamos a 2):

ST 1.4 (BR)
Versão final e estável, inclui alguns módulos visuais adicionais. Interface e ajuda em português.

2.0 (Internacional)
Diversas modificações no projeto, mais atualizado. Instalações em múltiplos idiomas, maior compressão com o LZMA, melhor criptografia de dados, muitas melhorias.
Interface e ajuda em inglês.
O Mep Installer ST é gratuito, para qualquer tipo de instalação. No momento não há versão comercial.
Dica: veja aqui a ajuda on line, sem precisar instalar o programa :)

Protegendo o seu programa e o seu bolso

Protegendo o seu programa e o seu bolso

Caso você seja um desenvolvedor contratado por alguma empresa criando sistemas específicos para cada cliente talvez isto nunca seja uma preocupação séria pois há poucas possibilidades do sistema interessar outra pessoa física ou jurídica com características operacionais diferentes (não estou me referindo a código-fonte aqui mas ao produto acabado).
Mas caso você esteja no mercado de softwares para o público em geral, bem-vindo ao grande clube dos programas pirateados. Este artigo visa introduzir alguns conceitos de proteção de software para programadores em geral mas antes de começarmos há uma coisa muito importante sobre a qual gostaria de dizer: Muitas grandes empresas liberam softwares com baixa proteção contra pirataria exatamente visando uma divulgação indireta do produto (ocorre muito com componentes para Delphi, a maioria possui uma chave publicamente divulgada). É uma tática que dá certo em países aonde há uma certa lei e consciência por parte dos usuários com software mas isto acredito não se aplica ao Brasil.Um conselho: não faça isso ! Ninguém vai comprar aqui o seu produto e a quantidade que comprar não cobrirá os custo do desenvolvimento.
Você poderá distribuir o seu software como produto de prateleira ou como um shareware pela Internet. A grande vantagem do shareware é a divulgação boca à boca (ou seria clique à clique ?) que ele oferece mas o ideal é as duas abordagens ao mesmo tempo. Isto possibilita que o usuário que ficou hesitante em adquirir o produto na loja possa baixar e testá-lo. Obviamente nunca esqueça de divulgar o seu site na embalagem.
Para vender software, um bem intangível materialmente, é preciso um bom sistema de proteção pois o seu programa poderá virar um freeware em poucos segundo. É só encontrar um hacker que goste dele. Interessante é que dificilmente um hacker irá quebrar a proteção de um produto do qual não goste ou não use, portanto quando encontrar cracks para o seu programa em vários sites da web sinta-se elogiado ! Depois pode ficar triste por não ter recebido um tostão com o seu trabalho.

Algumas técnicas de proteção (os prós e contras)

Para avaliação do software:

Nag-Screen: O programa sempre exibe uma tela avisando que é uma cópia de execução restrita (ou algo semelhante) e solicita o registro do mesmo por um determinando período.
Prós: O Usuário sempre é lembrado com uma tela de aviso que está com uma cópia restrita ou não totalmente funcional. Alguns nag-screens apenas roubam um pouco do tempo de uso do software mas não chegam a atrapalhar o uso efetivo, o que é ótimo para o usuário: a lógica da comida grátis que vicia.
Contras: Se a limitação for apenas o nag-screen todo mundo se acostuma com ela e depois de um certo tempo até se esquece que ela existe. Não é eficiente.
Período: Um programa funciona dentro de um certo período de avaliação.
Prós: O usuário usará todo o software com todos os recursos e poderá testar tudo.
Contras: É comum o usuário esquecer que está com uma cópia de avaliação. Alguns softwares, com uma péssima proteção, podem ser contornados simplesmente voltando o calendário do sistema.
Recursos Chaves Desabilitados: O programa possui alguns recursos que não funcionam como opções para salvar, exportar etc.
Prós: O Usuário tem mais liberdade que todos os métodos acima e sempre que tentar fazer o salvamento de dados lembrará que está com um software não totalmente funcional forçando uma compra.
Contras: É uma das formas mais fáceis de um programa receber um crack para liberar o recurso protegido.

Para licenciamento do software:

Número Serial: O Programa possui um número único serial que o habilita completamente.
Prós: O usuário somente digita o serial e pronto, o programa está liberado. Ideal para softwares de prateleira aonde o usuário já adquiriu o produto. O sistema preferido para a divulgação indireta.
Contras: Centenas de outros usuários somente digitam o mesmo serial e pronto: centenas de programas registrados. Use esta forma caso não deseje receber pelo seu programa ou queira uma divulgação indireta do mesmo e esperar pela consciência do usuário, isso não funciona no Brasil. Centenas ou milhares de usuário podem usar o mesmo serial. Esta caindo em desuso rapidamente pois há centenas de sites com index sofisticados de seriais para qualquer programa o que torna o sistema quase completamente inútil hoje em dia.
HardLocks: Um pequeno dispositivo é colocado na porta serial, paralela ou USB com uma identificação única para liberar o funcionamento do sistema.
Prós: Um dos sistemas mais difíceis de serem quebrados e definitivamente o mais seguro. Garante a taxa de uma licença por máquina o que é o ideal. Para sistemas caros (algo acima de $1000,00) considere seriamente o uso de HardLocks.
Contras: Custo do HardLock por cópia licenciada e alguns problemas (raros) com periféricos usando aquela mesma porta, mas nada tão sério assim para prejudicar o usuário. As portas seriais e paralelas estão caindo em desuso com o USB e já existem HardLocks para elas também. Os Hardlocks pode apresentar defeitos dependendo do tipo.
Você deve adquirir um kit de gravação e um Hardlock para cada cópia de distribuição. Não é muito caro mas o seu software deve compensar isto obviamente.
Disquete de Habilitação: Um disquete é fornecido junto com o programa para a sua habilitação ou desabilitação.
Prós: É o hardlock dos pobres sem o mesmo nível de proteção.
Contras: Não faça proteção via disquetes de habilitação/desabilitação como o Dr. Case e outros. É perda de tempo ! Há vários utilitários que fazem a cópia perfeita do disquete sendo possível habilitá-lo em qualquer máquina. E ainda pode-se ter o problema de superfície no disco e um belo dia quando o usuário precisar instalar o software em outra máquina ele terá a surpresa do disco já mofado ou perdido. Tenha certeza que isto sempre acontece no final de semana quando ele liga para o seu escritório na segunda descarregando o seu vocabulário.
Identidade Única: Uma das melhores e mais eficientes tipos de proteções é de identidade do equipamentos recentemente implementado pela própria Microsoft. Isto consiste em recolher dados únicos sobre o seu computador como serial do HD, informação da BIOS (não aconselhável), Versão do OS, Nome do computador etc. Com base nestas informações você poderá gerar uma fechadura de identificação. Essa fechadura precisará de uma chave fornecida por você para habilitar o seu software unicamente para aquela máquina.
Prós: Difícil de ser quebrado quando bem implementado e permite alta adaptabilidade contra cracks criado contra o sistema como patchs invisíveis que permitem a modificação do sistema. Permite a taxa de apenas uma licença por computador.
Contras: Caso o usuário formate a maquina, modifique periféricos chaves o sistema pode desabilitar a cópia automaticamente. Isto cria problemas com a solicitação de uma nova licença para instalação. O usuário pode simplesmente ligar alegando este fato e de boa fé você terá que fornecer uma nova liberação.
Habilitação Pela Internet: Ao adquirir um produto o usuário recebe uma senha que permite a geração de um número para habilitação e instalação em uma máquina.
Prós: Após habilitar, o número é automaticamente invalidado para outros usuário o que evita o problema de divulgação do mesmo pela rede.
Contras: O seu site deve estar em um provedor 100% confiável ou esteja preparado para aquele cliente que comprou o produto no sábado a tarde e o seu site ficou fora do ar no domingo sem ele poder autorizar o software para o uso.

Conclusão

Não há método melhor ou pior na minha opinião para proteger um programa mas, mais trabalhoso ou menos trabalhoso para um hacker quebrar. O Ideal é que que você use duas ou mais técnicas para proteger o programa.
Há um princípio básico que ao se usar dois sistemas simples de proteção independentes cria-se um sistema forte de proteção. Por exemplo, caso use o sistema de data é fácil monitorar aonde se esta gravando esta informação (quando o programa foi instalado) e adiar o tempo limite de uso. Nag-Screens podem ser rastreadas e um hacker com bons conhecimentos de assembler pode editar diretamente o seu código binário fazendo jumps nas avaliações de restrições. Agora combinando duas ou três técnicas as coisas complicam para ele e talvez o trabalho não valha a pena (coisa que ele realmente não é acostumado).
Mas antes de começar a desenvolver o sistema de proteção para o seu programa, siga algumas dicas que aprendemos depois de muito prejuízo com pirataria.
1- Nunca coloque literalmente as mensagens referentes a registro, nag-screens, avisos de limitação e etcs, em um formato legível para um ser humano. Faça uma encriptação destas mensagens. Uma técnica bem simples dos hackers consiste em procurar no código binário por uma determinada ocorrência tipo " Cópia Trial" e perto tem um "IF" aonde se pode bloquear e lá se foi a sua proteção. Portanto, faça uma função de codificação e decodificação e grave todas as mensagens codificadas no seu programa (no código-fonte) sendo que as mesmas somente serão exibidas quando você chamar a função de decodificação.
2- Faça uma estampa no software. Ou seja, todos os programas possuem uma informação referente ao seu tamanho físico, data e hora de criação e CRC. Caso o seu programa tenha sido alterado após aquela data, através de uma função, o programa poderá verificar em sua estampa interna se ele foi modificado. Aqui pode ocorrer alguns problemas com programas anti-virus que usam a mesma técnica para monitorar alteração de executáveis aplicando uma "vacina" neles mas já é da responsabilidade do usuário.
3- Grave dados no registry sempre encriptados e, se eles forem sobre as informações de registro nunca coloque na mesma árvore das outras definições do seu software. Isto dificulta e muito as coisa. Mas se o hacker possui um programa de monitoramento do registry ele poderá facilmente contornar isto mas não antes sem um bom trabalho de adivinhação. E, nunca use chaves com nomes óbvios tipo "Serial", "SenhaPrograma", "DataLimite" e etc. Dê sempre preferência a gravar dados de configuração e autorização no registry do que em arquivos INI (lembra-se deles ?). O registry é mais difícil de ser manipulado por um leigo e é possível colocar chaves observando a mudança de outras chaves o que torna as coisas mais complexas.
4- Se possível, implemente um sistema periódico de verificação da licença via site na web.
Coloque este alerta em seu termo de uso do seu software e o faça de tal forma que seja invisível, indolor (não fique interrompendo o usuário) e que desabilite o software imediatamente ao verificar uma cópia com o número de série irregular ou divulgado. É importante aqui implementar nos CGI do site um alerta via e-mail quando ocorrer várias tentativas de liberação de um mesmo serial. Assim você descobre rapidamente quem vazou um serial para o público.
5- Tenha uma proteção não divulgada. Por exemplo, após o software executar 300 vezes uma mensagem surge do nada indicando o download de uma cópia mais atualizada. Nesta nova cópia você já deve ter contornado todos os problemas com cracks que apareceram no período.
6- Faça Check Point em pontos não óbvios do seu software e em vários lugares. Use uma periodicidade completamente aleatória para fazer isto. Por exemplo, quando o usuário abrir uma determinada tela não muito utilizada, ocorre uma verificação em background sobre a validade da licença esta verificação pode e deve ser aleatória. Após validar e algo estiver errado, nunca exiba no mesmo momento que a licença é irregular pois se torna uma referência para o Hacker aonde ele deve procurar no código binário para quebrar o seu programa. Lembre-se que tudo serve como marcação no código binário: um caption de um form, o conteúdo string de um controle etc.
7- Use constantes. Abuse delas em vez de escrever diretamente nos dialogs para comunicação com usuário. Faça uma Unit separada aonde somente é armazenado estas constantes. Isso confunde quem olha o código binário do executável pois fisicamente no executável elas não estarão próximas.
Todas estas informações foram adquiridas com a nossa experiência e, principalmente, com dicas de dois conhecidos especialistas em quebras de programas e criação de cracks. Na primeira divulgação de um dos nossos softwares um deles me retornou uma cópia crackeada em questão de horas (segundo ele, estava sem tempo por isso demorou tanto), e ficamos envergonhados para dizer a verdade. Depois ao implementarmos a codificação de string e outras técnicas, ele levou uma semana mas não conseguiu liberar todos os recursos. Ao ativarmos os sistemas randômicos de verificação em background e validação pelo site ainda não tivemos uma quebra. Claro que ela irá ocorrer, mas enquanto isto estamos recebendo pelo nosso trabalho.
Acho que seguindo estas dicas você terá uma boa chance de receber pelo seu trabalho na quantidade justa. Lembre-se que há uma legião de pessoas ai fora tentando quebrar a proteção pelo simples prazer de dizer que foram eles.
Portanto a questão não é fazer um sistema 100% seguro (o que é quase impossível) mas um que seja 110% trabalhoso para eles. Tenha em mente também que eles são em maior número e problema não é se vão quebrar a segurança mas quando e o que você vai fazer em seguida.
Não poderíamos terminar este artigo sem falar sobre alguns componentes para proteção.
Uma coisa que percebi é que certos componentes de proteção são tão complicados que você as vezes tem que passar uma semana implementando ele no seu sistema. Mas aqui estão alguns que são ótimos pela simplicidade e fácil implementação.:
OnGuard - (TurboPower) -  Os componentes da TurboPower tem uma grande qualidade e o OnGuard faz tudo o que se precisa de proteção. Validação e criação de serial, limitação por data, estampa no executável, dias de execução e muito mais. A grande vantagem é que há exemplos para tudo que podem ser fácil e rapidamente adaptados.
Lock&Key - Gosto do Lock&Key pela sua simplicidade de uso. Ele gera uma "fechadura" com base nos dados do HD do usuário e com este número-fechadura você cria um número único para liberar o software. Trabalha com níveis o que é ideal para proteção progressiva. Não estamos usando mais este, apesar de sua boa qualidade.
SharewareIt - Crie sistemas de shareware de forma bem simples. A vantagem é que é gratuito.
Até a próxima pessoal...

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